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Código QR não é lido: causas e como resolver

O padrão QR raramente é a origem do problema. Muito mais frequentemente o código foi redimensionado depois da exportação, sufocado pela diagramação, impresso onde há reflexo, ou nunca testado com o destino final.

Descubra qual metade do problema você tem

Antes de diagnosticar qualquer coisa, separe duas falhas que para quem segura o telefone parecem idênticas e que não têm mais nada em comum.

Ou a câmera não consegue ler o padrão, ou ela o lê perfeitamente e quem falha é o destino. Se o telefone mostra uma prévia do link, um endereço ou qualquer reação, o código está bom e o seu problema é o destino — pule para a última seção. Se não acontece nada, o problema é o código e valem as seções do meio.

Isso leva cinco segundos e evita refazer uma arte que nunca esteve quebrada.

Está impresso pequeno demais para a distância

A causa mais frequente e a mais previsível. A regra prática diz que um código deve medir cerca de um décimo da distância de leitura: uns 3 cm para um cartãozinho de mesa lido a um braço, uns 20 cm para uma vitrine lida a dois metros, e bem mais para tudo que se lê atravessando um salão ou de um carro em movimento.

A regra pressupõe um código comum com luz decente. Três coisas a tornam otimista: um endereço de destino longo, que aperta mais módulos no mesmo quadrado e diminui cada um; uma câmera fraca ou antiga; e pouca luz, que alonga a exposição e borra as bordas dos módulos.

Na dúvida, imprima maior. Ninguém jamais deixou de ler um código por ele ser grande demais.

O contraste está fraco demais ou invertido

Um leitor lê a diferença entre módulos claros e escuros. Tudo que estreita essa diferença estreita também a margem para todo o resto que sair um pouco errado.

Os culpados de sempre: uma cor de marca de valor médio que numa tela retroiluminada parecia convincentemente escura e imprime muito mais clara; um fundo fotográfico ou texturizado sob o padrão; uma transparência que puxou o que havia atrás; ou um código invertido, claro sobre escuro, que alguns leitores aceitam e outros não.

O teste em tons de cinza resolve isso sem ferramenta nenhuma. Converta a arte e olhe: se o padrão continua claramente escuro sobre claro, o contraste é real. Se fica turvo, o código é lido no estúdio e falha no salão.

A zona de silêncio foi recortada

O código precisa de quatro módulos de margem limpa em cada lado. Essa margem é como o leitor estabelece onde o código termina, e ela é destruída com mais frequência que qualquer outra parte da arte — justamente porque parece espaço vazio que a diagramação poderia reaproveitar.

Procure texto colado no código, um fio decorativo em volta, uma imagem de fundo continuando por baixo, um código sobre uma dobra ou uma solda de embalagem, e arte cortada rente à borda do código.

Se faltar espaço, diminua o código e preserve a margem. Um código menor com a zona de silêncio intacta é lido; um maior sem ela, muitas vezes não.

O arquivo era o errado

Um código pode ser destruído entre a exportação e a máquina impressora sem que ninguém tenha tocado na arte.

O caso clássico é um PNG pequeno ampliado para impressão, que transforma bordas de módulo nítidas em degradês cinza macios, lidos como dados ambíguos. Outros: um código tirado de uma captura de tela, um JPEG cuja compressão deixou artefatos em volta de cada borda contrastada, ou uma arte esticada de forma não proporcional, de modo que os módulos deixaram de ser quadrados.

Use SVG ou PDF para tudo que for impresso, um PNG exportado com folga para telas, e confira que chegou à gráfica o que saiu da ferramenta de design.

O material ou a superfície joga contra você

Um código que é lido perfeitamente em papel de escritório pode falhar no produto real.

Brilho e plastificação criam reflexos que apagam o padrão sob luz de teto — exatamente por isso tantos porta-cardápios plastificados falham à noite e funcionam bem ao meio-dia. Papéis não revestidos e texturizados deixam a tinta se espalhar um pouco, o que borra os módulos pequenos. Superfícies curvas como garrafas e bisnagas deformam a grade, e tecido ou embalagem flexível a deformam de modo imprevisível.

Para tudo que for curvo, texturizado ou brilhante, imprima o código maior do que a regra da distância sugere e teste no substrato real em vez de numa prova em papel.

O código é lido e o destino falha

Se o telefone reconhece o código mas o visitante não chega a lugar nenhum, o padrão não é o problema. Confira o próprio destino.

As causas de sempre: uma página movida ou apagada depois que a arte foi para a gráfica, um link que exige um login que o visitante não tem, um compartilhamento de arquivo expirado, uma página acessível na rede do escritório mas não publicamente, um laço de redirecionamentos, ou um destino simplesmente lento demais em dados móveis.

Teste como um desconhecido testaria — janela anônima, dados móveis em vez de Wi-Fi, e um telefone que nunca abriu a página. Seu próprio navegador é o pior teste possível, porque está logado e tem tudo em cache.

Passe por isto antes de imprimir

Quase toda falha acima é pega por dez minutos de conferência numa prova.

  • Escaneie uma prova impressa no tamanho final, no material final — nunca teste só na tela.
  • Teste em pelo menos um iPhone e um Android, e num telefone mais antigo se tiver.
  • Teste na iluminação real, inclusive à noite e sob luz artificial.
  • Escaneie da distância em que uma pessoa real vai ficar, e levemente de lado.
  • Converta a arte para tons de cinza e confirme que o padrão continua escuro sobre claro.
  • Confirme que a zona de silêncio sobreviveu à diagramação final.
  • Abra o destino numa janela anônima, em dados móveis, num telefone que nunca o viu.
  • Entregue a prova a alguém que não participou e observe como a pessoa se sai.

Sobre o autor

Andrii Petlovanyi

Desenvolve o Mosaqo na web, no iOS e no Android.

FAQ

Perguntas frequentes

Por que meu código QR não é lido?

Confira primeiro se o telefone reconhece o código. Se ele mostra um link ou qualquer reação, o padrão está bom e o destino é que está quebrado. Se não acontece nada, o problema é o código — e na prática é quase sempre uma de cinco coisas: impresso pequeno demais para a distância, contraste fraco demais ou invertido, zona de silêncio recortada pela diagramação, arquivo em baixa resolução ou esticado, ou reflexo de uma superfície brilhante.

De que tamanho deve ser um código QR?

Cerca de um décimo da distância de leitura — uns 3 cm para um cartãozinho de mesa lido a um braço, uns 20 cm para uma vitrine lida a dois metros. Imprima maior do que a regra sugere se o endereço de destino for longo, se a superfície for brilhante ou curva, ou se a luz for fraca: os três reduzem a margem real.

Por que funciona no meu telefone e não no do cliente?

Porque está no limite em vez de confiável. Seu telefone provavelmente tem câmera melhor, luz melhor e um resultado já em cache. Um código no limite do legível funciona em sensores bons e falha nos piores, então trate uma única falha como um defeito real: imprima maior, aumente o contraste ou recupere a zona de silêncio.

Posso imprimir um código QR numa garrafa ou embalagem curva?

Sim, com ressalvas. A curvatura deforma a grade dos módulos: imprima o código maior do que a regra da distância sugere, mantenha-o longe da parte mais curvada e deixe uma zona de silêncio generosa. Teste na embalagem real em vez de numa prova plana — um código perfeitamente legível em papel pode falhar enrolado em vidro.

A câmera lê o código mas nada carrega. O que houve?

O código está bom e o destino não. As causas frequentes são uma página movida ou apagada depois da impressão, um link que exige login, um compartilhamento de arquivo expirado, um endereço acessível só na rede interna, ou uma página lenta demais em dados móveis. Teste numa janela anônima, em dados móveis, num telefone que nunca abriu a página.

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